http://www.youtube.com/watch?v=1bVYgYW6410
terça-feira, 10 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Jantar Minimalista
Meu corpo são células arriscando a sobrevivência
O chão,
Somente o apoio atual do meu parecer.
A ave de rapina,
Um gênero de pássaro caçador de vidas.
O parafuso,
Miseramente o encaixe das pequenas coisinhas.
Pois melhor é cumprimentar placas sugestivas
Cascas de árvore
Jumentas rainhas
Regar o mancebo de mogno
Para ver se há vida.
Se as hienas riem do meu balançar,
Trazem alegria à guerra dos bobos
Causam no porco algum nojo
Encharcam com sangue o meu patamar.
Já que a lágrima é só o mijo da alma,
E o jantar servido sugere o mínimo
O pensamento soa como música na merda.
O chão,
Somente o apoio atual do meu parecer.
A ave de rapina,
Um gênero de pássaro caçador de vidas.
O parafuso,
Miseramente o encaixe das pequenas coisinhas.
Pois melhor é cumprimentar placas sugestivas
Cascas de árvore
Jumentas rainhas
Regar o mancebo de mogno
Para ver se há vida.
Se as hienas riem do meu balançar,
Trazem alegria à guerra dos bobos
Causam no porco algum nojo
Encharcam com sangue o meu patamar.
Já que a lágrima é só o mijo da alma,
E o jantar servido sugere o mínimo
O pensamento soa como música na merda.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O adeus final
A glória da atmosfera sensibiliza nossa pele
Um último eco do vento sobre o oco do valeRealeza tremular no antigo da montanha
Orvalhos propagando o prisma infinita cor
Estrelas sem fim em domínio universal
Anéis de energia vêm ao som do rugido
No horizonte o esplendor da Natureza
Afago do tempo sobre a matéria viva
O primitivo encantando num telúrico movimento
Belos reflexos do rio dentro d’alma
Imensidão de Amor doada à Amizade
Incerteza das luas nos seus movimentos
Quão magnético é o teor das partículas
Trânsito de vidas e pedras na espiral da origem
O calor do cosmos desabrocha em juventude
Raças acenam para a extinção de seu tempo
Substâncias fluirão sem meta pela intermitência
É dispersão imensurável de toda a Energia Vital
O pensamento explana limite em si mesmo
O Universo pulsa e reinicia o adeus final.
sábado, 22 de outubro de 2011
Comunhão do Fogo
O chão
quente permanece quente, teso e chamejante. O fogo brando ativa as lamúrias da hipnose,
forjando o forte no aquecimento do ambiente. Labaredas vibram em comunhão
enlaçada, num turbilho laranja. No casamento do vento com a chama, vence a
fumaça. Ali no sopro das luzes amarelo-noite se desmoronam por cima as sombras
engole-facho.
Queima a madeira viva – alimento expirado em júbilo contínuo – com fé e aprimoramento. Como as pontas do chicote dançarino do mestre, as línguas fátuas beijam-se entre si, implacáveis pela improvisação da coreografia. O ferro cintilante borbulhando na forma surge da criação Elemental: substância refinada, competência hermética dos ancestrais.
Ele, aliado da fuga invernal, mas inimigo da mata primaveril. Molde-trunfo da revolução industrial, por outro lado desaba-mundo das edificações comensais. Também é o trauma em todos os graus da cicatriz humana. Exercendo sobre o brilho da pupila o âmago do medo horroroso e o fascínio obsessivo da atração, numa pirofagia dúbia, bipolar.
Queima a madeira viva – alimento expirado em júbilo contínuo – com fé e aprimoramento. Como as pontas do chicote dançarino do mestre, as línguas fátuas beijam-se entre si, implacáveis pela improvisação da coreografia. O ferro cintilante borbulhando na forma surge da criação Elemental: substância refinada, competência hermética dos ancestrais.
Ele, aliado da fuga invernal, mas inimigo da mata primaveril. Molde-trunfo da revolução industrial, por outro lado desaba-mundo das edificações comensais. Também é o trauma em todos os graus da cicatriz humana. Exercendo sobre o brilho da pupila o âmago do medo horroroso e o fascínio obsessivo da atração, numa pirofagia dúbia, bipolar.
Ai essencial
combustível aeróbico que concede viva vida! Imponente partilha o mesmo cargo em
toda a existência. Pela pira preservada remete ao simbolismo esportivo - força
do músculo - daí vem e dá suculência à carne ingerida, assada na medida sobre
chama incandescente e necessária. Em muitos atos foi sinônimo de loucura
insanidade perversão, surto incendiário na mente de um fascinado, atraído para sedução
descontrolada.
Uma vez
atiçado, seja pela faísca espontânea natural ou ação certa intencional, o
elemento ganha vida própria em autofagia sem razão, alimentando-se do que arde
e inflama, a migrar infindável numa propagação atroz beijada pelo desejo do
vento. Origina sempre em transparente azul de natureza espiralada, corpo
flexível com transformação imprevisível. E, após a pujança nutrida de seu
apogeu, perece, agonizando enfim, numa brasa de carvão ensandecida. quinta-feira, 6 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Penhasco Astral
O pedido das pernas cansam a mente
Justo e melhor é deitar dormente
Choramingar pendente
Oscilar no limiar.
Na dúvida de escolhas escolha as pessoas
As vozes com cheiros delas
Suas vontades mínimas
E tudo que zune e se aproxima.
Como uma só é a vida
E uma só oportunidade é o momento
Ele deve e se faz bem lento
Incessante que anuvia.
A diretriz assim segue e forma fronteira
O cérebro engana até a beira
Deixe de ser besta
Os trópicos estão armados.
Vem aí o barulho do mundo
Parte de uma verdade do tudo
Em que estrelas indicam a foz norte
Assegurando a posição do pés.
Não persista na ponta do penhasco
Quando a águia vacila no ataque
O ar suprime a vontade avante
Na queda qualquer vida é astral.
terça-feira, 22 de março de 2011
Esoterismo perplexo
Imunidade astral é composição inviável para os corpos.
Uma leve conexão de mentes abre uma fenda infinita.
Ondas provocam no tato a sensibilidade íntima de tudo.
No sonho nossos olhos estão mais abertos do que nunca.
Com intuito arriscamos nossos desejos antes da morte.
O interior profundo flerta inverossímil com os seres.
Pelo instinto, gestos vivos atuam em existência.
E pressente-se que não se sabe de nada no Universo,
Mas se sente que muitas energias estão agindo em tudo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Domingo Sadio
Na esquina da manhã
Todos cheiros convergem
A companheira sorri
O sol e seu sorriso aquecem
O gosto da noite na pele
A limpeza do ceú alivia
O domingo permeia beleza
Uma nova história se inicia.
Todos cheiros convergem
A companheira sorri
O sol e seu sorriso aquecem
O gosto da noite na pele
A limpeza do ceú alivia
O domingo permeia beleza
Uma nova história se inicia.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Vida longa à guerra
A tal guerra vem perpétua
Antes mesmo do humano
Suja e ensanguenta tudo
Ama difundir o insano
Justifica-se num mecanismo de defesa
Mente a si própria com desgostoso ego
Fere e mata numa indiferença indigna
Odeia a beleza e leva o osso a ferro
Constrói monumentos de destruição
Sua impecabilidade em violência ativa
Lágrima infinitesimal escorrida no chão
Poder e antiamor contra a forma de vida
Um efeito forte no instinto e raciocínio
Difunde rancor e busca o topo da cadeia
A covardia de espírito lacerada no vício
Sua vida será longa enquanto tudo rodeia.
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